Mais um sorriso, Este tem que valer por dois, Em vez do grito que não dei

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Ateobus

Aquilo que esta notícia vem demonstrar é que entre católicos e muçulmanos a diferença está no rebanho e não no pastor. Ou seja, os policarpos desta vida são todos iguais, o que acontece é que a plateia - se calhar, graças a deus - é diferente. 

Entre os católicos a ortodoxia é palavra vã, e mesmo os que se auto-proclamam muito católicos quando chega a hora de cumprir as ordens proferidas pelo seu chefe, marimbam-se e atiram para trás das costas mais um pecado. 

Como é sabido, pecado é coisa que se limpa com um pai nosso e uma avé maria. Se o pecado é "fácil" não se comete (por exemplo, ir à missa ao domingo), se - pelo contrário - for difícil não cair em tentação, olha, que se lixe. Há muitos pobrezinhos com fome? Que se lixe! A minha empregada ganha miseravelmente? Ganha tanto como as outras. Sexo só para procriar? Claro que sim. Não tenho respeito pelos direitos dos meus empregados? Claro que tenho, só cumpro as regras do mercado.

A lógica base do catolicismo praticado é esta: É cagativo? vamos a isso. Custa? caga nisso. 

E esta é uma magnifica lógica, sinal de que o rebanho é mais inteligente que o pastor. Se assim não fosse, teríamos um al-Zarqawi em cada esquina - munido de uma biblia e de uma nossa senhora de fátima fluorescente - capaz de se fazer explodir só porque à sua frente estava a passar o ateobus.

Isto de ter manhãs livres

Sendo-me bastante antipática aquela campanha pró-ateista dos autocarros que anda para aí, e tendo-me eu zangado pessoalmente com o Richard Dawkins até novo livro, noticias como esta, que descobri, tenho que confessar, ao carregar num link proposto pela Palmira F Silva (foi uma fraqueza do momento), deixam-me com vontade de participar em coisa igual cá (sem sair de casa ou fazer qualquer desembolso de cariz monetário, naturalmente). Então mas um gajo agora se andar por aí a dizer que não há Deus está a atacar as pessoas religiosas, caralho? Que merda é esta? Eu, por exemplo, acho que a Nossa Senhora de Fátima é uma granda cabra, mesmo ao nível de uma mãe do Djokovic, mas ficaria extremamente ofendido se um crente na Nossa Senhora de Fátima me fizesse sentir que eu lhe estava a faltar ao respeito por divulgar essa minha extraordinária posição. Penso que, numa sociedade livre, temos o direito de não nos acusarem de estar em falta quando a única coisa que fizemos foi negar uma crença ou fé alheia. A esta merda chama-se respeito; ou mesmo "respeito pelos direitos humanos", se se alegar, como alegam os crentes, que a afirmação dos ateus de que Deus não existe é apenas uma fé como a deles, que não pode ser provada. Não se teria então que ter "respeito" igual pelas duas fés, a que não acredita em deus e a que acredita? Enfim, gosto de moer estes assuntos, dado ser fácil e ter toda a razão do meu lado. Tu podes ter as tuas crenças, eu posso ter as minhas, e ambos podemos falar nelas sem que nos estejamos a ofender, basicamente é isto, devia ser isto. Melhor dito ainda: não temos o direito de nos ofendermos se só nos atacarem as nossas fés! Pelos vistos não é isto que acontece, o que leva a que eu fique aborrecido, triste, descrente, sem esperança no futuro. Parece que se iguala a ofensa à crença de outrém à ofensa dirigida à pessoa em si, concreta. Não pode ser, meus amigos, não pode ser. Eu existo materialisticamente, posso levar com um tomo encadernado de Super-interessantes na cabeça, por exemplo, as minhas crenças não. Há uma diferença, reconhecida por todos, entre a dor fisica e a dor psicologica, mesmo que em muitas situações preferíssemos a primeira à segunda. Nesta perspectiva dever-me-iam deixar chamar "cabra" à Nossa Senhora de Fátima porque a cabra da Nossa Senhora de Fátima não é uma entidade com existência cognitiva comum à humanidade (a Fé não morre), mas não posso, por outro lado, chamar "vaca" à Sofia Bragança Buchholz ou "instrumento do mal" ao seu sobrinho Simão porque estaria a atacar pessoas que existem em concreto, que sendo regadas com uma balde de H2SO4 decompor-se-iam nos seus diversos componentes biológicos, e morreriam, tendo depois que ser enterrados. Pronto, é isto: o mortal, porque é mortal, deve poder poder negar, afirmar ou ofender a imortalidade, porque esta não morre. Neste sentido, e fazendo uso deste direito que julgo ser meu, o de não estar ofender ninguém quando apenas estou a atacar a sua Fé, é com muito prazer que anuncio o lançamento da campanha "A Nossa Senhora de Fátima é uma granda cabra, mesmo quando comparada com a mãe do Djokovic". Espero poder espalhar esta frase pelas paredes imundas de Lisboa, com aqueles caracteres a preto com que os gajos da extrema esquerda e das artes alternativas costumam foder as fachadas dos prédios, estão a ver o que é? Como é que isso se faz? Alguém sabe? 

Roubado ao maradona.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

A mão de deus

A tomada de posse do 44º presidente americano é uma excelente notícia.

E a notícia é excelente fundamentalmente por duas razões: a primeira, e talvez a mais importante, por dela resultar a saída do 43º e a segunda é o facto do 44º ser uma pessoa, pelo menos aparentemente, sensata e bem formada. Ah, não esquecer ainda o feito – para os dias de hoje notável – de ser preto. Clarinho, e jeitoso, mas preto. Gostava que dentro de 20 anos falássemos deste tempo como algo distante e insólito – "A festa que foi só por ele ser preto" diriam os nossos filhos.

No entanto, e não há bela sem senão, são para mim preocupantes os constantes apelos à ajuda divina e a necessidade de jurar sobre a bíblia cumprir a constituição.

A associação entre politica e religião é na maioria dos casos trágica e em caso algum benéfica. Pedir ajuda a deus lembra-me sempre a história do Maradona no Mundial de 1986, ou seja, batota. 

Deixemos deus para os cardeais e seus delírios e vamos ao que interessa.

So help me god

com o que se tem visto por aí, achava melhor ires pedir ajuda a outro.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Personal Contribution


(Foge Foge Bandido)

Impossível nos dias que correm...

Morremos a rir

Vamos todos parir se o esperma permitir.
(Rui Reininho)