Mais um sorriso, Este tem que valer por dois, Em vez do grito que não dei
segunda-feira, dezembro 15, 2008
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Avenida da Igreja
Andar a pé torna o nosso dia-a-dia diferente. Mais próximo dos outros, daqueles que por nós passam. Só andando a pé podemos sentir a cidade e os que nela vivem.
Com a repetição dos percursos vem a repetição das personagens. Ultimamente há duas que me comovem. Um pai e um filho. O pai deve ter 70 anos e o filho 40 ou 50. Vêm sempre de mão dada e felizes. Genuinamente.
Inevitável - e feliz - conclusão: Nem sempre a diferença é sinónimo de tristeza ou de desgraça.
Eu vi um sapo
Vi este fim-de-semana na SIC uma reportagem sobre o dia-a-dia da antiga estrela da canção infantil Maria Armanda. Aparece-nos a já não tão pequenita Maria Armanda por detrás de um balcão de uma loja de telemóveis, com um sorriso amargo e uns glúteos desmesurados, a dizer qualquer coisa como "o sucesso cega" e a confidenciar que hoje o seu maior sonho é ir a Inglaterra.
Naquele momento senti a Maria Armanda que existe dentro de mim - apesar de ainda sonhar um bocadinho mais alto que a dita - e pensei que às vezes só nós é que não vemos o óbvio e é só esperar que ele acaba por nos cair em cima.
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